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CASA DE MARTIM AFONSO

 

A Casa Martim Afonso é uma homenagem ao fundador de São Vicente, Martim Afonso de Souza e este patrimônio histórico foi a primeira sede em São Vicente do Museu Jobas. 

Em seu anexo contém vestígios da primeira fortaleza do Brasil chamada de "A Casa de Pedra" ou "A Casa da Torre de Pedra" a primeira construção de alvenaria do país, onde o fundador de São Vicente Martim Afonso de Souza teria residido por um ano (1532/1533) deixando-a para os próximos capitães-mores. O que restou da fortaleza foi um muro, que esta atualmente protegido por uma redoma de vidro e este muro foi construído com pó de conchas, areia, óleo de baleia e rochas e era assim que as antigas construções eram feitas. A idade deste muro é de 1520, anterior a vinda de Martim Afonso à São Vicente. Acredita-se que foi o Mestre Bacharel Cosme Fernandes que construiu a fortaleza, com a finalidade de proteger a Vila de São Vicente contra os ataques de índios e corsários (piratas). É  considerado patrimônio histórico da humanidade e é visitada por centenas de pessoas todos os anos. Vale a pena ver de perto a construção mais antiga do Brasil.


História de São Vicente

Fundador: Martim Afonso de Souza

Data de Fundação: 22 de janeiro de 1532

Títulos:

“Cidade Monumento da História Pátria” Cellula Mater da Nacionalidade, pela lei Federal no 4603 de 23 de março de 1965, publicara em Diário Oficial da União de 23/03/65.

Primeira Cidade Organizada no País, Capital dos Paulistas por 177 anos, conhecida como Berço da Democracia Americana por ter constituído a Primeira Câmara Municipal nas Três Américas.

Elevação à Vila: 22 de Janeiro de 1532

Elevação a Município: 29 de outubro de 1700

Elevação à Comarca: 23 de setembro de 1961

Estância Balneária: Lei Estadual 1352 de 7 de julho de 1977

População Residente: 268.732 habitantes (Censo 1991/IBGE - dados preliminares)


BREVES ASPECTOS DA HISTÓRIA DE SÃO VICENTE

 

O nome São Vicente aparece assinalado em mapas desde 1.502, designando nas primeiras décadas após o descobrimento, ora a Ilha, ora o rio, ora a povoação da Ilha. É difícil afirmar a data exata da fixação dos primeiros portugueses nestas plagas. Fato conhecido, no entanto, é que em 1532, Martim Afonso de Souza faz erigir à condição de Vila, o Povoado então existente.

Fundada oficialmente a 22 de janeiro de 1532, por Martim Afonso de Souza, a Vila de São Vicente, a 1ª do Brasil, já existia desde 1502, data em que passou pela Vila o navegador Américo Vespúcio, em direção a Cananéia , levando o Bacharel Cosme Fernandes.

Mais tarde, o Bacharel retornou à Vila de São Vicente e realizou obras importantes, tornando-se um líder do local.

Em 1516, chegou à Vila o Capitão Pero Capico, transformando São Vicente na sede da Administração da Costa Brasileira, até 1526, quando foi substituído por Antonio Ribeiro.

Antonio Ribeiro promoveu grandes transformações em São Vicente, o que propiciou um grande desenvolvimento no local.

Martim Afonso, ao chegar à Vila de São Vicente, expulsou de volta para Cananéia o Bacharel Cosme Fernandes, fundando oficialmente a Vila e criando a primeira Câmara das Américas. Também na Vila se instalou o primeiro Judiciário.

São Vicente , com seus engenhos de açúcar, foi precursora da agricultura e da indústria, e abrigou o primeiro empório marítimo da costa, conhecido na Europa antes mesmo da chegada de Martim Afonso.

De São Vicente saíram expedições para o interior do Brasil, inclusive a que fundou São Paulo.

 Pouco propícia à agricultura, em decorrência da baixa fertilidade de seu solo, São Vicente consolida-se desde seus primórdios, como pólo portuário e comercial, servindo de ponto de abastecimento para os exploradores do Prata e de fornecimento de escravos indígenas.

Há grande controvérsia sobre a localização do porto vicentino. Alguns supõem que se situava, já naqueles tempos, na atual entrada do Porto de Santos e não próxima à Vila de São Vicente. De qualquer forma a outra extremidade da Ilha se mostrou mais próspera que o sítio original de ocupação, a tal ponto que Brás Cubas em 1553, ao empreender a construção da Santa Casa de Misericórdia, consolida e marca a fundação de Santos.

Com o arrefecimento do mito do Eldorado, as expedições em direção ao Prata se tornam mais raras, e o precoce desenvolvimento de Santos e São Vicente fenece ao longo dos ciclos econômicos da cana-de-acúcar e da mineração.

A decadência da atividade mineradora reativa, em São Paulo e no litoral, a atividade agrícola, sobretudo a cana. A descoberta da alta produtividade das terras do meio oeste paulista (inicialmente usados para o plantio da cana-de-açúcar) , estimula novamente as atividades portuárias de Santos, propiciando o desenvolvimento da Ilha e região.